quarta-feira, 16 de maio de 2012

15 dias na Itália - 3 dias em Florença e Pisa


Roteiro realizado em Ago-Set/2011

Chegamos a 
Florença, capital da Toscana e berço do Renascimento (papo de arquiteto), no fim da tarde. Desembarcamos na estação Firenze Rifredi que fica ao norte da cidade e mais longe do centro. Esta estação é nota zero em glamour, mas tem um ponto de ônibus bem na porta com uma linha (#20) que vai até o centro. Descemos literalmente na porta do hostel. De qualquer maneira, é bem melhor chegar na estação Santa Maria Novella (centro).

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Vista do Rio Arno (Ponte alle Grazie)

Em 25 minutos estávamos no Ostello Gallo d'Oro ($65/dia). Logo descobrimos que nossa 'suíte' não tinha ar condicionado e o calor estava infernal! Fora isso, foi o staff mais simpático e atencioso da viagem (Mateo e Samantha, especialmente), o quarto era confortável, espaçoso e limpo, com chuveiro e lavatório, mas a bacia era num banheiro privativo, fora dele. O hostel dispõe de lavanderia, o café da manhã é incluído e um dia na semana tem pasta 'na faixa' para jantar, se você chegar cedo!

Caminhando pela Piazza della Signoria.

Batemos um papo com Mateo, que fala aquele inglês 'macarrônico', o que deu a oportunidade ao Manoéo de praticar mais um pouco seu italiano. Essa 'figura' nos deu o que talvez tenha sido a melhor dica gastronômica da viagem - que não estava indicado em guia, blog ou site algum que pesquisamos - onde comer a autêntica e melhor bistecca alla fiorentina da cidade! E adivinha qual foi nosso primeiro jantar? Perseus. Este restaurante fica fora do circuito turístico e é super tradicional. Não fizemos reserva, portanto sentamos do lado de fora, o que foi muito agradável.

Bistecca alla Fiorentina no restaurante Perseus.

De cara, no cardápio há um aviso enorme dizendo: "E NON SI PUÒ FARE PIÙ COTTA", que quer dizer que não adianta pedir bem passada! E a bisteca não é apenas mal passada, ela é tostada por fora e praticamente crua, mas sem sangue e quente por dentro. DIVINA! O pedido mínimo é para duas pessoas ($48/kg), mas serve facilmente três. O corte da peça é feito com uma machadinha bem à vista da clientela. O Manoéo pediu para ver a cozinha, mas não permitiram. O segredo é muito bem guardado. O vinho era o da casa, servido diretamente de um barril ao lado da nossa mesa. O atendimento foi bom, mas 'seco'. Voltamos rolando pro hostel e passamos, provavelmente, a noite de sono mais quente da viagem.

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Duomo di Firenze - lateral (esq.) e frente (dir.)

Na manhã seguinte, conforme recomendações, acordamos cedo para evitar as filas, caminhamos 10 minutos pela rua do hostel até dar de cara com Il Duomo di Firenze ou Cattedrale di Santa Maria del Fiore (grátis) que sustenta a enorme e famosa cúpula de Bruneleschi (mais uma para os amigos arquitetos) e revolucionou as técnicas construtivas da época. Mas a edificação impressiona logo pela fachada revestida em mármore de várias cores, super rebuscada e cheia de esculturas e entalhes absurdamente detalhados! A Va pirou, como vocês podem imaginar!

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Vários detalhes da fachada do Duomo di Firenze.

Antes de visitar a igreja, subimos ao Campanile di Gioto ($6), já que não tínhamos feito isso em Veneza, para ver a cidade do alto. No guichê, avisam logo que são 414 degraus... A escada é estreitíssima, com degraus irregulares e gente nos dois sentidos. Afff! O Manoéo chegou lá no topo mais rápido. A Va precisou parar várias vezes para recuperar o fôlego. A vista é fantástica e vale o esforço, o problema é que perdemos a coragem de subir os 463 degraus para chegar até o terraço da cúpula ($8) da catedral.

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Vista da cidade do alto do Campanile.

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Cúpula da igreja (esq.) e sino do Campanile (dir.).

Em seguida entramos na igreja. O interior é bem singelo, se comparado à fachada, e o que impressiona mesmo é a cúpula. Infelizmente, não dá para chegar bem lá embaixo, a não ser que você pretenda passar um tempo rezando. Lá dentro, fica a entrada para as escavações da Chiesa di Santa Reparata ($3) que são as ruínas da primeira igreja da cidade (séc. IV). É super interessante e vale a visita com auxílio do audioguide ($3-5), indispensável se você quiser entender o que são as coisas e saber um pouco da história!

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Cúpula do Duomo di Firenze. Melhor foto que conseguimos...
(já compramos uma câmera melhor).

A nossa última parada foi no Battistero di San Giovanni ($5) cujas atrações principais são as portas de bronze e o imenso teto em mosaico veneziano, predominantemente dourado, que representa o Juízo Final.

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Battistero di San Giovanni - porta de bronze (esq.) e detalhe do teto (dir.).

A fome bateu e almoçamos por ali mesmo no esquema menor preço por maior quantidade de comida (rs!). Nada especial. Seguimos nosso passeio rumo à Piazza Santa Croce, uma das maiores e mais importantes praças da cidade. O principal ponto de interesse é a Basilica di Santa Croce ($5), onde estão os restos mortais de diversos italianos ilustres como Michelangelo, Machiavelli e Galileo Galilei, para citar alguns nomes mais conhecidos. A fachada é bem mais simples que a da catedral, mas o interior é extremamente bonito! Vitrais multicor, paredes, tetos e abóbada pintados com afrescos coloridos... Lindo! Nas naves laterais estão os "túmulos dos ilustres" em capelas ornamentadas, dedicadas à cada um deles. É emocionante! Há também uma estátua dedicada a Dante Alighieri, do lado de fora, que é outra atração da praça.

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Basilica di Santa Croce (esq.) e escultura de Dante Alighieri (dir.).

Dali, fomos em direção à Ponte Vecchio pela orla do Rio Arno. A ponte é cheia de lojas, principalmente joalherias, com fachadas cheias de bandeiras que dão um ar bem medieval ao lugar. Passamos pela Galleria degli Uffizi ($7), mas não entramos (o Manoéo não é muito fã da arte da pintura), mas lembre-se que lá estão algumas das telas mais famosas, importantes e antigas do mundo! Em vez disso, fomos ao pequeno Museo Galileo ($9), afinal  a alma de engenheiro fala mais alto! O acervo é bem legal, cheio das traquitanas que deram origem a tantos instrumentos que transformaram a vida dos homens, mas só vá lá se tiver realmente interesse ou se sobrar tempo porque tem muita coisa para ver em Florença!

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Bandeiras nas lojas da Ponte Vecchio.

A andança continuou rumo à Piazza della Signoria, onde está a réplica do famoso "Davi de Michelangelo". Esta praça foi o centro político da cidade e ainda abriga diversas instituições públicas nos edifícios que a rodeiam. O Palazzo Vecchio ($6) é a principal atração da praça, tanto pela arquitetura medieval, quanto pela importância na história da cidade. Nós optamos por não visitá-lo, pois dedicaríamos nosso tempo aos "grandes mestres" da escultura na próxima parada. Outro ponto de interesse é a Fontana di Nettuno, que coroa a ponta de um aqueduto romano ainda em funcionamento. A diversão da praça fica por conta dos movimentados cafés e restaurantes, sendo que alguns funcionam também durante a noite.

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Manoéo em frente ao Palazzo Vecchio na Piazza della Signoria.

Por fim chegamos à Galleria dell'Accademia ($7) cujo acervo de esculturas achamos simplesmente sensacional! Ficamos especialmente 'chocados' (no bom sentido) com a perfeição das esculturas do Lorenzo Bartolini. Há também diversas pinturas e uma pequena sala dedicada a Giotto que foi responsável pela introdução da perspectiva na pintura. Mas a atração principal é mesmo a enorme escultura original do Davi feita por Michelangelo no início do séc. XVII. Realmente impressionante! Mas não é perfeito... O tamanho das mãos é estranhamente desproporcional.

Bisteca na Trattoria ZáZá e vinho da casa (sempre!).

Voltamos para o hostel com a intenção de tomar um banho e descansar um pouco para sair para jantar e aproveitar a noite florentina. Jantamos na Trattoria ZáZá, indicação garimpada em nossa pesquisa, na Piazza del Mercatto Centrale, e pedimos bisteca fiorentina mais uma vez, mas não estava boa como a primeira. Na volta, paramos no Michael Collins Irish Pub 
na Piazza della Signoria. Pois é... Um pub onde havia TVs passando algum jogo. Será que o Manoéo se animou!? Tomamos umas cervejas e voltamos (pelo menos a Va) cambaleantes para o hostel.

O dia seguinte foi dedicado um tour pelo interior da Toscana ($50/pax) que incluía a visita a San Gimignano, Siena e a uma vinícula para degustação de vinhos. Reservamos no dia anterior através do hostel.

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San Gimignano e os campos da Toscana ao fundo.

San Gimignano, a cidade das torres. Que grata surpresa! É uma das cidades medievais mais bem conservadas da Itália e hoje possui apenas 14 das 72 torres que a caracterizam e que eram construídas pelas famílias mais abastadas como sinal de prestígio. Após uma breve explanação do nosso guia, ficamos livres para explorar. Caminhamos pela rua principal em direção ao ponto mais alto, a Rocca di Montestaffoli (fortaleza), exploramos a área e subimos num mirante de onde se vê toda a cidade e a paisagem dos campos tipicamente toscanos. Lindo!

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As torres de San Gimignano.

Na volta paramos numa delicatessen para experimentar presunto cru de javali (cinghiale
). Compramos dois 'sandubas' e uma garrafa pequena de um vinho branco local. Continuamos nossa descida até a porta da cidade e nos sentamos por ali para  apreciar nosso lanche. Neste momento cometemos um erro: aceitamos o almoço oferecido pelo tour... Claro que não estava bom, o atendimento foi ruim e perdemos a oportunidade de comer qualquer coisa melhor em Siena.

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San Gimignano: Porta de entrada (esq.), det. do muro e loja de frios (dir.).

Siena. Demos uma sorte tremenda de encontrar a cidade toda enfeitada por ocasião das festividades do Palio, que é tradição local. Pena que nossa guia era uma 'mala' e não saiu do script para nos mostrar um dos eventos tradicionais: a bandinha do grupo vencedor, comemora por dias pela cidade devidamente trajado ao estilo medieval, tocando tambores, cantando hinos e fazendo chacota dos perdedores - em Ago/2011 quem venceu foi a Contrada della Giraffa - e enquanto passeávamos, ouvimos o rufar, mas não conseguimos ver o grupo. Sem falar nos nativos da Giraffa que andavam pela rua bebendo e fazendo farra. Bem divertido! A cidade é dividida em 17 Contrade (bairros) e o pessoal leva a tradição a sério.

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Siena: Palazzo Comunale (esq.), placa da Contrade (bairro) e luminária secular que enfeita as ruas durante as festividades do Palio.

Andamos pela cidade e fomos visitar a  Cattedrale di Santa Maria Assunta ou Catedral de Siena. Mais sorte... O piso da catedral estava descoberto! Isso só acontece durante 2 meses a cada ano! Como a igreja é usada normalmente, para conservar o piso que é todo trabalhado em mármore, ele fica coberto com um tablado de madeira o ano todo. SENSACIONAL! Pena que não dá para colocar todas as fotos aqui! Terminamos o dia tomando gelato na Piazza del Campo a principal da cidade.

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Catedral de Siena: fachada (esq.), interior e det. do piso (dir.).

Por fim, a degustação de vinhos na Tenuta Casanova, que se orgulha da produção orgânica, não só de vinho, mas de outros produtos como azeite, aceto balsâmico, etc e está na região de Castellina in Chianti. Mais uma surpresa... O pacote foi completo! Vinho, mel, queijo, tomate, trufa, etc... Muito bom! Depois da apresentação e degustação, ficamos livres para dar uma volta pela propriedade e lá vem mais sorte... As videiras estavam repletas de uvas prontinhas para serem colhidas, conforme nos informaram, no dia seguinte!! Ahaaa!

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Degustação na Tenuta Casanova.

De volta a Florença, chegamos no hostel e ficamos de papo com o staff e uma hóspede francesa, tomamos umas cervejinhas e batemos mais papo... Saímos rapidamente para jantar, e acabamos parando numa pizzaria qualquer na Piazza della Signoria (acho que era ao lado do pub). A Pizza do Manoéo até estava boa, mas o calzone da Va, nem tanto. Estávamos cansados, então voltamos logo, pois na manhã seguinte seguiríamos viagem.

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Jantar...

Florença é uma cidade que se conhece a pé. Se você ficou atento, o único ônibus que pegamos foi para ir da estação de trem até o hostel na chegada. Como partimos de S. M. Novella (centro), chegamos lá a pé. As noites de verão são bem movimentadas, as ruas estão cheias e os restaurantes tem mesas na área externa. Se você gosta de museus e galerias, seu lugar é aqui! Note que só vale a pena adquirir o Firenze Card ($50) se a soma dos bilhetes de todos os museus e galerias que for visitar for maior que o valor do cartão.

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Lateral do Duomo di Pisa e Battistero ao fundo.

Próxima 'estação': Pisa, cidade natal de Galileo Galilei. Os trens ($7/pax) saem a cada 35 minutos da estação S.M. Novella (Florença) para Pisa Centrale e este foi o único bilhete que  compramos no guichê. Chegamos em uma hora, deixamos os mochilões no guarda-volumes ($2) e fomos direto para a área do Duomo di Pisa. É lá que está a famosa Torre di Pisa, que nada mais é que o campanário da igreja que tombou por problemas na fundação. Mais um lugar lo-ta-do! Mas tudo bem, estávamos só de passagem. Circulamos por ali, não subimos na torre ($6), tiramos fotos e mais fotos e sentamos numa das trattorias ali perto para almoçar. Estávamos cansados, com calor e precisávamos voltar para a estação e pegar o trem para o próximo destino, portanto não escolhemos muito. Dizem que em Pisa há mais do que a torre... Para nós, ficou para uma próxima viagem. Queríamos mesmo chegar à próxima parada!

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Duomo di Pisa e a torre ao fundo.

Você tem alguma dúvida? Veja se o 1º post desta série esclarece. Ou mande uma mensagem que a gente tenta responder! Aceitamos sugestões também... Na próxima passagem por lá a gente experimenta! ;)

Próxima estação: Cinque Terre.


OBS.: Os valores representados com um "$" são em EUROS e as diárias dos hotéis são para quartos duplos e privativos (suítes). Os demais valores são por pessoa ou passageiro (pax). Para economizar: procure por APPs para Android e Iphone que substituam os audioguides.

sábado, 5 de maio de 2012

15 dias na Itália - 2 dias em Veneza


Roteiro realizado em Ago-Set/2011

Veneza, afinal, que arquiteto vai à Itália e não vai à "cidade flutuante"? Ficamos apenas 2 dias, o que não é suficiente para ver tudo que há de interessante, principalmente se for 'rato' de museus e galerias.

Na Piazza San Marco olhando a  Chiesa del Santissimo Redentore (Giudecca)

Chegamos pelo Aeroporto Marco Polo que fica no continente (Tessera). Apesar de termos um guia de bolso, a primeira providência foi, como sempre, passar no guichê de informações turísticas (i) para pegar um mapa e pedir algumas informações básicas. Pesquise sobre o Venice Card, mas fique atento para o que está incluído e faça contas. Se for em muitos museus, se hospedar em Mestre e circular muito de vaporetto (tarifas), pode ser interessante.

Palazzo Ca' d'Oro: palacete gótico que hoje abriga um dos muitos museus de Veneza.

Há duas opções menos caras para atravessar a laguna do aeroporto até a cidade: de ônibus ($5) por 15km até a Piazzalle Roma ou de vaporetto ($15), cujo embarcadouro fica ao lado do aeroporto, bastando uma breve caminhada para chegar até lá. Optamos pelo barco, pois a distância do ponto de desembarque (Rialtoaté o nosso destino seria bem menor, e também já podíamos aproveitar o primeiro passeio pelo Canal Grande, principal via de circulação da cidade. Compramos o bilhete no guichê da Alilaguna no próprio embarcadouro. Se você for chegar e partir pelo Marco Polo, as duas opções oferecem um bilhete de ida e volta com desconto. A travessia de barco durou por volta de uma hora.

Ponte di Rialto vista do Vaporetto.

Como ficamos poucos dias, optamos por pernoitar na própria Veneza, mas dizem que em Mestre há opções mais baratas. Sempre vale a pena pesquisar, lembrando de somar o valor do transporte. Nos hospedamos no Ca Mignon ($80/dia), próximo à região da Ponte di Rialto e seu famoso mercado, um dos pontos turísticos mais importantes da cidade. O edifício é velho como tudo em Veneza, sem elevador, mas o quarto era limpo, confortável, com ar condicionado, o banheiro parecia recém reformado e o staff foi atencioso. Como chegamos antes do horário do check-in (15h), deixamos nossas mochilas na recepção (o local não era adequado) e fomos almoçar. O café da manhã era opcional, o que nos deu a oportunidade de conhecer um simpático café ao lado do hotel.

Riva del Vin vista do vaporetto

Nossa primeira refeição italiana foi no Ristorante Vini da Pinto. Pedimos o 'menu turístico', que tinha um preço interessante ($15 a $25 - de acordo com o número de pratos) e várias iguarias típicas, acompanhado do vinho da casa (sempre!). De entrada veio baccalà mantecato (um patê de bacalhau) que achamos sem graça e sarde in saor (sardinhas marinadas em cebola e vinagre) e polenta que estavam uma delícia. Depois, uma massa com frutos do mar e mais alguma coisa que não nos lembramos. O fato é que nos entupimos de comida! O serviço foi mais ou menos, mas até então, não tínhamos outra expectativa.

Baccalà mantecato, sarde in saor e polenta no Vini da Pinto.

Voltamos ao hotel para fazer o check-in, tomar banho e vestir uma roupa fresquinha porque o calor de Veneza é infernal - note que fomos no final do verão! Que lugar quente e muito úmido! Portanto, se puder, escolha uma época de clima mais ameno.  Em seguida saímos para aproveitar o resto do dia perambulando e explorando as vielas da cidade. Compramos um chip TIM para usar a internet (que é barata, mas funciona mal lá também!). Tomamos gelato na Gelateria Paolin (é mais barato se comprar no balcão), comemos suspiro em alguma pastisserie pelo caminho, andamos, andamos, andamos um pouco mais e terminamos o dia tomando prosecco e comendo prosciutto crudo com melão e queijos variados na Riva del Vin, uma esplanada na beira do Canal Grande, onde há vários restaurantes. Jantamos na Trattoria alla Madonna, que é uma tradicional osteria veneziana. A docoração é bem tradicional, logo na entrada há frutos do mar frescos, expostos e à sua escolha. A Va pediu lula em sua própria tinta com polenta (branca) e o Manoéo escolheu um peixe que foi preparado na grelha. O serviço foi eficiente, mas 'seco'.

Foto básica. 

A manhã do segundo dia foi dedicada à Piazza San Marco e os principais edifícios e monumentos que a rodeiam. A primeira vítima foi a Basilica de San Marco. Pense num lugar lotado. Agora triplique a multidão! Na porta da basílica, uma fila gigantesca que nos assustou, mas afinal estávamos lá para isso, certo!? A Va ficou tão chateada que nem tirou muitas fotos... Aquela gente toda estava estragando o cartão postal! Ah! E como dizem que Veneza é cheia em qualquer época do ano, evite os fins de semana e dias festivos!

Fachada do Palazzo Ducale (e a fila!)

A entrada na Basilica di San Marco é gratuita, mas lá dentro, paga-se para visitar o Tesoro ($3) e a Pala D'Oro ($2). Lembra da fila gigante? Era para o Museo di San Marco ($4), portanto, desistimos dele. NÃO leve mochila ou bolsa grande nesta visita ou terá que deixá-la no guarda-volumes, ou seja, duas filas. Quem estava com bolsa pequena, entrou sem problemas e sem tanta demora. Na entrada, fornecem um chale descartável para cobrir os ombros, mas as moças de micro short/saia são barradas! Não é permitido fotografar e há fiscais de olho, mas a multidão sempre arrisca.
 

Fachada da Basilica di San Marco (esq.) e Campanile (dir.)

No interior, o que mais impressiona, depois da dimensão da estrutura (papo de arquiteto?!), são os mosaicos bizantinos predominantemente dourados que cobrem a parte alta das paredes e os tetos abobadados. UAU! O tesouro é uma sala que reúne artefatos litúrgicos feitos de metais e pedras preciosas; a pala é um painel bizantino de ouro todo trabalhado com pérolas e pedras que conta a história de São Marcos. Talvez a sala do tesouro seja a menos interessante, mas pelo preço, até vale a visita.

Basilica - detalhe do mosaico sobre a entrada principal.

De lá fomos visitar o Palazzo Ducale ($16,5) que foi a sede do governo veneziano por muitos séculos. Além da casa do Dodge (governante), o palácio abrigava todas as estruturas do legislativo e judiciário, inclusive a prisão. Fizemos a visita guiada ($20) e passamos pelas principais salas do palácio, pela famosa Ponte dei Sospiri e pela prisão. Esta visita tem horários fixos, por idioma, e dá acesso a algumas áreas à mais que o bilhete convencional, além das curiosidades relatadas pelo guia. Infelizmente não subimos ao Campanile ($8) também por causa da fila, mas a vista lá de cima deve ser fantástica!

Palazzo Ducale: detalhe da fachada (esq.) e pátio interno (dir.)

Nossa próxima parada foi para o almoço na Cantina do Mori para experimentar outra iguaria típica: os chicchetti ($2-3/un.) que são aperitivos (canapés, pequenos sanduíches, azeitonas, etc) que os venezianos costumam comer no lanche da manhã, almoço ou no meio da tarde, sempre acompanhados de uma taça (bicchiere) de vinho ($2-4/un). Os mais baratos são sempre os vinhos da casa que estão acondicionados em barris de madeira, mas há também opções de vinhos especiais mais caros e de outras regiões da Itália.

Entrada (esq.) e detalhe do interior (dir.) da Cantina do Mori.

Ahhhhh... Que lugar sensacional! Além do atendimento fantástico (o Manoéo teve até aulas de italiano!), tudo que comemos e bebemos estava delicioso! É basicamente um corredor com o balcão de um lado e uma bancada de apoio do outro com alguns bancos bem concorridos. Normalmente fica bem cheio, mas como ficamos algum tempo, pudemos aproveitar o lugar mais vazio e bater papo com o staff. Fica meio escondido, mas é bem perto da Ponte di Rialto (mapa). Como os petiscos são por unidade, é bom controlar a conta, para não abusar e conseguir conferir no final!

À tarde pegamos o
vaporetto para conhecer Murano e os famosos vidros fabricados por lá. O lugar é super simpático, as casas são coloridas, é bem menos movimentado, permitindo caminhar e fazer compras com mais tranquilidade e gastando menos que em Veneza. Aliás, NÃO compre coisa alguma em Veneza!

Murano: Torre do relógio e escultura de cristal (esq.), fachada florida (dir.)

Logo na chegada do vaporetto, há um pessoal oferecendo demonstrações nas fábricas por uma contribuição "voluntária" ($10). Nós até fomos, mas foi meio sem graça. Você pode ver como se faz o vidro no Museu del Vetro ($18) se tiver tempo, pois são horários fixos. Para quem quiser gastar mais tempo por lá, dá para passar o dia todo e ir também a Burano.

Fondamenta dei Vetrai: várias lojas, restaurantes e cafés.

Como nosso tempo era curto, ficamos pela Fondamenta dei Vetrai (via principal) e compramos praticamente todos os nossos presentes por ali. Algumas lojas tem artesãos trabalhando em pequenas peças, o que é um show a parte. Depois sentamos num café e experimentamos os drinks típicos Spritz e Bellini (nada demais!) enquanto esperávamos o horário da volta. A noite, já de volta, jantamos num restaurante que não vale a pena indicar.

Nosso trem saía às 13h da estação Santa Lucia, que fica na 'ilha', então acordamos um pouco mais tarde, fizemos o check-out e tomamos café ao lado do hotel. O Manoéo comprou um chapéu típico (rs!) e fomos rumo a Cantina do Mori comprar uma marmita de petiscos para almoçar durante a viagem de 3h20 até Florença. Obviamente seguimos a risca o ditado popular (adaptado) "em Veneza, como os venezianos", e fizemos um lanchinho à base de ciccheti e vinho antes do almoço!

Em frente a estação Santa Lucia. Ciao Veneza!

Na estação, achamos nosso binario (plataforma), validamos nosso bilhete e foi só aguardar a chegada do trem. Como fizemos a compra pelo site da Trenitalia, nossos lugares já estavam reservados. Viajamos de segunda classe por causa do preço ($24/pax). A vantagem de comprar e reservar os bilhetes antecipadamente, é que você pode sentar na janela! O trem era do tipo Intercity, bem confortável... mas estava cheio! E aí a desvantagem da segunda classe: neste trem, a cabine era para 6 pessoas e tivemos a infelicidade de ter como companheiros, em parte da viagem, um casal que não via um chuveiro há alguns dias.

Você tem alguma dúvida? Veja se o post anterior esclarece. Ou mande uma mensagem que a gente tenta responder! Aceitamos sugestões também... Na próxima passagem por lá a gente
experimenta! ;)

Próximas estações: Florença e Pisa.



OBS.: Os valores representados com um "$" são em EUROS e as diárias dos hotéis são para quartos duplos e privativos (suítes). Os demais valores são por pessoa ou passageiro (pax).